Filmes em preto e branco que marcaram época e ainda fazem sentido hoje
Para os verdadeiros amantes do cinema, revisitar ou descobrir essas obras é uma jornada enriquecedora.
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Algumas pessoas acreditam que os filmes em preto e branco ficaram presos no passado, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Mesmo com tanto avanço tecnológico, esse estilo ainda carrega um impacto visual. E o mais curioso: diretores continuam apostando nesse formato com objetivos bem específicos.
Os filmes em preto e branco criam uma atmosfera que muda totalmente a forma como a gente percebe a cena. Não é só estética, é escolha narrativa mesmo. E, apesar de parecer simples, o uso da ausência de cor exige decisões técnicas e criativas bem mais ousadas.
1. Cidadão Kane (1941)
Poucos filmes na história do cinema conseguiram o impacto e a inovação de ‘Cidadão Kane’. Lançado em 1941 e dirigido por Orson Welles, que também estrela o filme, ‘Cidadão Kane’ é uma obra que desafiou as convenções da época.
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Assim, a história gira em torno da vida de Charles Foster Kane, um magnata da imprensa, cuja morte misteriosa dá início a uma investigação. Para isso, um jornalista é encarregado de desvendar o significado da última palavra dita por Kane: ‘Rosebud’.
O filme é famoso por sua estrutura narrativa não linear, que salta entre diferentes períodos da vida de Kane, contada através de flashbacks e de diferentes perspectivas de pessoas que o conheceram. Certamente, essa abordagem, combinada com técnicas de filmagem revolucionárias para a época, criou uma experiência visual e narrativa sem precedentes.
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Welles, com apenas 25 anos na época, demonstrou uma maturidade artística impressionante, moldando cada aspecto da produção. Inclusive, a performance de Welles como Kane é poderosa, retratando um homem complexo, cheio de ambições, mas também de solidão e arrependimento.
2. Casablanca (1942)
‘Casablanca’ é um filme que a gente assiste e fica pensando nele por dias. Dirigido por Michael Curtiz, ele se passa em Marrocos, durante a Segunda Guerra Mundial. Aqui, a história gira em torno de Rick Blaine, um americano dono de um bar e sua ex-namorada, Ilsa Lund, que reaparece de repente com o marido, um líder da resistência.
A cidade está cheia de refugiados tentando escapar da guerra e o bar do Rick acaba virando um ponto de encontro para todo tipo de gente, desde espiões até gente querendo fugir. Então, Rick tem que lidar com o passado que volta para assombrá-lo e com a necessidade de fazer escolhas difíceis que podem mudar o destino de muitas pessoas.
Sem dúvida, é um daqueles filmes que misturam romance, drama e suspense de um jeito que te prende do começo ao fim. Já a fotografia em preto e branco dá um charme especial, realçando a atmosfera de incerteza e paixão.
3. O Grande Ditador (1940)
Em ‘O Grande Ditador’, Charlie Chaplin nos presenteia com uma obra-prima que transcende o tempo e o humor. Aliás, o filme é uma sátira audaciosa e profundamente tocante, que não tem medo de usar a comédia para abordar temas sérios como a tirania, a guerra e a intolerância.
Chaplin, em sua genialidade, assume dois papéis distintos: o barbeiro judeu, um homem simples e oprimido, e Adenoid Hynkel, o ditador de Tomania, uma figura caricata e assustadora que lembra muito os líderes fascistas da época.
Inclusive, a forma como ele transita entre esses personagens é simplesmente brilhante, mostrando tanto a fragilidade humana quanto a megalomania do poder. Já a famosa cena do discurso final, onde o barbeiro assume a identidade do ditador, é um momento de pura emoção e clareza, um apelo à paz e à fraternidade que ressoa até hoje.
Sem dúvida, é um filme que faz rir, pensar e, acima de tudo, sentir. Uma verdadeira joia do cinema que prova que o riso pode ser a arma mais poderosa contra a opressão.
4. Cantando na Chuva (1952)
Continuando a lista de filmes em preto e branco, ‘Cantando na Chuva’ é pura alegria em forma de cinema. Lançado em 1952, ele nos transporta para a vibrante Hollywood dos anos 20, uma época de transição para a indústria cinematográfica.
Dessa forma, a história gira em torno de Don Lockwood e Lina Lamont, um casal de estrelas do cinema mudo que precisa se reinventar com a chegada do cinema falado. Assim, é fascinante ver como eles lidam com essa mudança, especialmente com Lina, cuja voz não é exatamente o que se esperava para o novo formato.
Todavia, o que realmente faz esse filme brilhar, além da trama envolvente, são os números musicais. Gene Kelly e Stanley Donen, que dirigiram e coreografaram a obra, criaram sequências que se tornaram icônicas. Quem não se lembra de Gene Kelly dançando sob a chuva, com uma felicidade contagiante? É um momento que define o otimismo e a magia do cinema.
E, claro, não podemos esquecer de Debbie Reynolds, que entrega uma performance incrível ao lado de Kelly. Certamente, o filme é uma celebração da sétima arte, mostrando os bastidores, os desafios e, acima de tudo, a paixão pela criação de filmes. É um daqueles filmes que te deixam com um sorriso no rosto e uma vontade de sair dançando.
5. Psicose (1960)
‘Psicose‘ é um filme que realmente sabe como mexer com a gente. Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, nos presenteou com uma obra que não só definiu o gênero, mas também se infiltrou na cultura pop de um jeito que pouquíssimos conseguiram.
Aqui, a história começa com Marion Crane, uma mulher que, digamos, tomou uma decisão errada e agora precisa sumir. Logo, é nesse embalo que ela acaba no Motel Bates, um lugar bem isolado, administrado por um tal de Norman, que tem uma ligação peculiar com a mãe.
A partir daí, as coisas ficam tensas. Os crimes começam a acontecer e a gente fica ali, grudado na tela, tentando desvendar quem é o assassino junto com a trama. Certamente, é aquele tipo de filme que te deixa pensando por dias.
6. A Lista de Schindler (1993)
‘A Lista de Schindler’ é um filme que, mesmo em preto e branco, consegue pintar um quadro vívido e inesquecível da história. Dirigido por Steven Spielberg, este filme nos leva para a Segunda Guerra Mundial, focando na figura de Oskar Schindler, um empresário alemão que, em meio ao caos, decide usar sua fábrica para salvar a vida de mais de mil judeus.
Sendo assim, a escolha do preto e branco aqui não é apenas estética, ela intensifica a seriedade do tema, a crueza dos eventos e a humanidade que resiste mesmo nas circunstâncias mais sombrias.
Sem dúvida, é uma obra que exige atenção e reflexão, mostrando como um indivíduo pode fazer uma diferença monumental. No mais, a narrativa é poderosa, tocante e, acima de tudo, um lembrete importante sobre a capacidade humana para o bem e para o mal.
É isso! A experiência de assistir a filmes em preto e branco é, em si, um convite à reflexão sobre a própria linguagem do cinema e seu poder duradouro. Até porque ausência de cor não é uma limitação, mas uma escolha artística. Veja também as animações do Studio Ghibli: transformando o cotidiano em poesia. Até mias!