Filmes cult que você precisa assistir ao menos uma vez na vida

Do underground ao clássico: filmes cult que quebraram padrões

Cada um, à sua maneira, expandiu os limites da narrativa cinematográfica e deixou uma marca na cultura pop.

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filmes cult
Fonte: Freepik

Alguns filmes cult parecem feitos para durar na memória, mesmo sem grandes estreias ou bilheterias. Eles escapam do óbvio, criam caminhos próprios e conquistam fãs com narrativas ousadas. Com o tempo, essas obras ganham ainda mais valor, se tornam referências e seguem provocando reflexões.

Se você gosta de cinema que cutuca, surpreende e não entrega tudo de bandeja, vai curtir essa seleção. Aqui a conversa é sobre filmes cult que vão além do entretenimento e te puxam para dentro da trama. São títulos que, de alguma forma, marcam e talvez até mudem a forma como você vê o mundo.

1. Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)

Se você ainda não se aventurou pelo universo de ‘Pulp Fiction’, prepare-se. O filme de Quentin Tarantino é uma daquelas obras que simplesmente mudaram o jogo no cinema. Afinal, ele te joga direto em Los Angeles, uma cidade que, na época, parecia um caldeirão de histórias sangrentas e reviravoltas.

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Assim, a gente acompanha diversas pessoas: um casal de assaltantes que não leva muito jeito para a coisa, um boxeador que está sempre em apuros e, claro, dois assassinos de aluguel com diálogos que grudam na cabeça.

Todavia, o que torna ‘Pulp Fiction’ tão especial é como ele tece essas vidas aparentemente desconexas em uma narrativa que foge totalmente do comum. Não é uma história que anda em linha reta. Pelo contrário, é cheia de idas e vindas, com personagens que você nunca vai esquecer e falas que viraram meme antes mesmo de existir meme.

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2. Clube da Luta (1999)

Em ‘Clube da Luta’, David Fincher nos apresenta uma história que, embora não tenha sido um sucesso nas bilheterias, se consolidou como um marco do cinema cult. Baseado no romance de Chuck Palahniuk, o filme mergulha nas profundezas da sociedade moderna, questionando nossos valores e a forma como lidamos com o vazio existencial.

Aliás, a trama acompanha um homem comum, interpretado por Edward Norton, que sofre de insônia devido ao estresse do trabalho. Dessa forma, sua busca por alívio o leva a frequentar grupos de apoio, onde ele assume identidades falsas para encontrar algum tipo de catarse.

Logo, é em uma dessas viagens que ele conhece Tyler Durden, vivido por Brad Pitt, um personagem carismático e fora do comum. Contudo, a relação entre os dois se intensifica, culminando na criação de um clube de luta clandestino, um espaço onde homens extravasam suas frustrações e raivas.

Dessa forma, o filme aborda de forma contundente o consumismo desenfreado e a sensação de alienação que ele provoca. Inclusive, explora como muitos se sentem presos a um sistema capitalista que parece esvaziar o sentido de suas ações.

Essa ressonância com o sentimento de vazio interior é, sem dúvida, um dos motivos pelos quais ‘Clube da Luta’ se tornou tão influente e querido por uma legião de fãs.

3. Laranja Mecânica (1971)

Prepare-se para uma imersão em um futuro distópico e perturbador com ‘Laranja Mecânica’ (1971), dirigido pelo mestre Stanley Kubrick. Este filme, baseado na obra de Anthony Burgess, nos apresenta a Alex, um jovem carismático, mas com um apetite insaciável por violência e ultra-violência.

Desse modo, acompanhamos sua jornada pelas ruas de uma Inglaterra sombria, onde ele e sua gangue, os Drugues, espalham o caos ao som de Beethoven. Aliás, a trama toma um rumo chocante quando Alex é capturado e submetido a um controverso tratamento de aversão, uma tentativa de reabilitação que o força a confrontar seus próprios demônios.

O filme não foge de cenas impactantes, o que lhe rendeu censura em diversos lugares, mas é justamente essa ousadia que o consagra como um marco dos filmes cult. Com uma atuação memorável de Malcolm McDowell, ‘Laranja Mecânica’ é uma obra que provoca, questiona e permanece na mente muito depois dos créditos finais.

4. O Grande Lebowski (1998)

Se você ainda não se aventurou pelo mundo de ‘O Grande Lebowski’, prepare-se para conhecer o ‘Dude’. Este filme dos irmãos Coen é uma daquelas joias que, de tão peculiar, se torna um marco. Aqui, a história gira em torno de Jeffrey Lebowski, ou simplesmente ‘The Dude’, um sujeito pacato, fã de boliche e de um bom White Russian, que é confundido com um milionário de mesmo nome.

Essa confusão o joga em um mundo de sequestros, chantagens e personagens tão excêntricos quanto ele próprio. Ainda vale dizer que o roteiro é uma obra-prima de diálogos absurdos e situações hilárias, que te prendem do início ao fim. Sem dúvida, é o tipo de filme que você assiste uma vez e já quer rever para pegar todas as referências e piadas.

5. Donnie Darko (2001)

Em 2001, Richard Kelly nos presenteou com ‘Donnie Darko‘, um filme que, à primeira vista, pode parecer apenas mais uma história de adolescente problemático. No entanto, é muito mais que isso. Aqui, a trama acompanha Donnie, um jovem inteligente, mas com um certo distanciamento do mundo e uma tendência a andar sonâmbulo.

Tudo muda quando ele começa a ter visões de Frank, uma figura sinistra vestida de coelho, que lhe dá avisos sobre o fim do mundo. Logo depois, uma turbina de avião cai misteriosamente em sua casa e a partir daí a vida de Donnie se torna uma espiral de eventos bizarros e questionamentos profundos.

Inclusive, o filme se destaca por misturar ficção científica com drama psicológico de uma forma que poucos conseguem. Dessa forma, ele aborda temas como viagem no tempo, física quântica e o livre arbítrio, tudo isso enquanto retrata a angústia e o isolamento da juventude.

E, claro, a performance de Jake Gyllenhaal como Donnie é simplesmente magnética, capturando a complexidade de um personagem que luta contra seus próprios demônios e um destino incerto. ‘Donnie Darko’ não entrega respostas, pelo contrário, ele te convida a pensar, a debater e a revisitar suas próprias percepções sobre a realidade e o tempo.

6. Blade Runner: O Caçador de Androides (1982)

Ridley Scott nos transporta para um futuro sombrio e chuvoso em ‘Blade Runner: O Caçador de Androides’. Lançado em 1982, o filme, inspirado no livro ‘Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?’ de Philip K. Dick, explora uma Los Angeles de 2019 onde a linha entre humanos e replicantes é perigosamente tênue.

Assim, a trama acompanha Rick Deckard, um ‘Blade Runner’ encarregado de caçar e ‘aposentar’ replicantes que se rebelaram contra seus criadores. Todavia, o que começa como um thriller de ficção científica se aprofunda em questões existenciais sobre o que significa ser humano, a natureza da memória e a moralidade da criação artificial.

No mais, a atmosfera visualmente deslumbrante, com sua estética noir e cyberpunk, combinada com uma trilha sonora marcante, cria um mundo imersivo que convida à reflexão sobre nosso próprio futuro e a tecnologia que criamos.

7. Eraserhead (1977)

David Lynch é um nome que, por si só, já evoca um universo particular de imagens e sensações. E ‘Eraserhead‘, seu primeiro longa-metragem, é talvez a obra que melhor define essa sua assinatura estética e temática.

Lançado em 1977, o filme é uma experiência sensorial, quase um pesadelo lúcido, que mergulha o espectador em um mundo industrial sombrio e opressor. Aqui, acompanhamos Henry Spencer, um homem que vive em um apartamento precário em uma paisagem urbana desoladora, lidando com uma namorada que lhe dá um filho com deformidades grotescas.

Desse modo, a atmosfera é densa, carregada de sons perturbadores e visuais que beiram o surrealismo. Não espere uma narrativa linear ou respostas fáceis. ‘Eraserhead’ é um convite à interpretação, uma obra que se aloja na mente e provoca reflexões sobre temas como paternidade, ansiedade e a própria natureza da realidade.

Ao explorar esses filmes cult, percebe-se que eles oferecem mais do que mero entretenimento. São obras que desafiam convenções, provocam reflexão e criam conexões profundas com seu público. Já que chegou até aqui, confira alguns filmes dos anos 80 que ainda emocionam, divertem e surpreendem. Até breve!

Bárbara Luísa

Graduada em Letras, possui experiência na redação de artigos para sites com foco em SEO, sempre buscando oferecer uma leitura fluida, útil e agradável.

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