Wicked nos bastidores: detalhes pouco conhecidos

Wicked além da magia: histórias reais dos bastidores do filme

Conhecer os bastidores ajuda a entender melhor toda a força dessa produção.

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Você pode até achar que já viu tudo sobre Wicked, mas tem muita coisa que ficou longe dos refletores. Entre ensaios intensos, figurinos feitos à mão e decisões inesperadas, a produção esconde histórias bem mais curiosas do que parece. E algumas delas mostram que nem tudo em Oz brilha tanto assim.

Ao longo das gravações, Wicked passou por mudanças, improvisos e até momentos tensos que pouca gente conhece. Por isso, vale a pena olhar com mais atenção para o que rolou por trás das câmeras. Fique até o final e descubra o que ninguém contou sobre esse universo tão encantador quanto imprevisível.

1. A escolha das protagonistas não foi imediata

Muita gente acha que Ariana Grande garantiu o papel em Wicked de primeira, mas a história foi bem mais longa. Ou seja, o diretor Jon M. Chu analisou centenas de testes antes de bater o martelo. Afinal, ele queria mais do que uma boa voz: buscava alguém que conseguisse sustentar a Glinda do teatro com naturalidade no cinema.

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Cynthia Erivo também não entrou no elenco por acaso. Mesmo com um currículo respeitado, ela passou por reuniões detalhadas e precisou provar que conseguiria dar camadas novas à Elphaba. Aliás, a produção queria uma personagem mais intensa e humana, sem perder a potência vocal.

Além disso, o estúdio avaliou com atenção a dinâmica entre as duas atrizes. Não bastava funcionarem separadamente. Então, testaram cenas juntas em sigilo, gravaram leituras de roteiro em off e participaram de workshops fechados. Inclusive, o entrosamento entre elas acabou sendo um dos pontos decisivos para o início das filmagens.

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2. Gravações realizadas em segredo absoluto

Durante as filmagens de Wicked, a equipe manteve tudo em sigilo absoluto. Para isso, os estúdios isolaram completamente as áreas de gravação, com bloqueios visuais e acesso restrito. Nem os profissionais de bastidores podiam circular livremente pelos sets mais sensíveis.

Para cenas externas, o esquema ficou ainda mais rígido. Ou seja, usaram telas gigantes, reforço de segurança e até detectores de drones. Afinal, a produção sabia que qualquer imagem vazada poderia comprometer surpresas narrativas e visuais importantes.

Ariana Grande e Cynthia Erivo receberam orientações específicas sobre como circular fora dos sets. Inclusive, evitaram redes sociais durante os períodos de gravação e usaram capas cobrindo os figurinos, mesmo nos deslocamentos internos. Tudo isso fez parte de um plano detalhado que priorizou o controle da narrativa até o lançamento oficial.

3. O universo de Oz recriado do zero

Wicked reconstruiu Oz do zero e cuidou de cada detalhe com extremo rigor. Assim, os cenários surgiram dentro de galpões enormes, onde os profissionais aplicaram texturas especiais nas fachadas e pintaram telhados à mão. Já as cores precisavam manter o tom vibrante do musical, mas, ao mesmo tempo, ganharam uma leitura mais realista para o cinema.

No centro dos estúdios, nasceu a Cidade Esmeralda com blocos cenográficos de vários andares. Cada prédio recebeu placas metálicas verdadeiras que refletiam a luz e criavam efeitos diferentes em cada cena. Além disso, os objetos de cena passaram por processos de envelhecimento artificial, já que a equipe queria dar sensação de história a cada rua.

Mesmo com tantos recursos digitais disponíveis, os diretores optaram por filmar a maior parte em cenários físicos. Dessa forma, os atores se movimentaram por ambientes palpáveis e interagiram com portas, escadas e objetos sem depender só de telas verdes.

4. Figurinos feitos à mão com técnicas pouco usadas no cinema

Os figurinos de Wicked não seguiram o caminho fácil do digital. Pelo contrário, a equipe escolheu técnicas manuais que exigiram tempo, paciência e precisão. Desse modo, bordados foram feitos fio por fio, com agulhas finas e linhas tingidas artesanalmente para alcançar tons exclusivos.

Aliás, os tecidos não vieram direto das lojas. Muitos foram encomendados de ateliês que ainda usam tear mecânico, o que garantiu texturas únicas e variações sutis entre cada peça. Além disso, alguns trajes passaram por processos de desgaste controlado, como raspagens, queimaduras leves e tingimentos irregulares.

As roupas também ajudaram a contar a história visual de cada personagem. Ou seja, Elphaba usou tons escurecidos e cortes assimétricos que acompanharam sua transformação. Já Glinda apareceu com tecidos translúcidos, estruturados com armações internas quase invisíveis. Tudo isso costurado sob medida, com ajustes diários durante as filmagens.

5. Coreografias exigiram condicionamento físico intenso

As coreografias de Wicked não ficaram restritas aos números musicais. Algumas falas foram marcadas com movimentações precisas, que exigiram preparo físico constante dos atores. Para isso, a equipe montou uma rotina de ensaios que misturava dança, treino aeróbico e exercícios de resistência.

Inclusive, as cenas de voo mereceram atenção extra. Cynthia Erivo passou semanas suspensa por cabos em ensaios controlados, para ganhar confiança nos movimentos. Já Ariana Grande treinou giros e passos com salto alto, combinando equilíbrio com expressão facial.

Além disso, os coreógrafos trabalharam com consultores de linguagem corporal para garantir naturalidade. Cada gesto precisou refletir emoção, intenção e tempo musical ao mesmo tempo. Entre uma tomada e outra, a equipe corrigia detalhes como ângulo dos braços, ritmo de entrada e deslocamento no cenário.

6. Adaptação do roteiro foi mais extensa do que se imaginava

O roteiro de Wicked passou por tantas versões que alguns trechos só ficaram prontos durante as filmagens. Aliás, a equipe reescreveu falas inteiras no set, com base na energia das cenas e no entrosamento entre os atores. Algumas piadas nasceram de improvisos e acabaram incorporadas ao texto final.

Ainda vale dizer que a direção preferiu aprofundar as relações entre os personagens, então várias sequências ganharam mais tempo de tela. Um bom exemplo disso está nos diálogos entre Elphaba e Glinda, que ficaram mais diretos e menos teatrais, sem perder o tom do original.

Também incluíram cenas inéditas, que não existem no musical, mas ajudam a entender melhor os conflitos internos das protagonistas. Essas adições exigiram cuidado, já que o roteiro precisava manter o ritmo sem parecer fragmentado. No mais, as alterações seguiram sendo ajustadas até os últimos dias de pós-produção.

Prontinho! Wicked revela muito mais do que a gente imagina, desde o cuidado com os detalhes até as escolhas que transformaram o musical em cinema. Aproveite que chegou até aqui e conheça os bastidores de Avatar: tecnologia, personagens e a criação de Pandora. Até a próxima!

Bárbara Luísa

Graduada em Letras, possui experiência na redação de artigos para sites com foco em SEO, sempre buscando oferecer uma leitura fluida, útil e agradável.

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